Transumantes, viagem pela memória
(2002)

A transumância – movimento periódico de pastores e rebanhos entre duas regiões diferentes – enquanto prática pastoril tradicional, manteve-se viva ao longo de centenas de anos. Dos milhares de cabeças de gado que transumavam para o Montemuro, a campanha transumante de 1999 contou com apenas cerca de 800. A transumância era a “viagem”, a permanência na serra durante cerca de dois meses, duração da campanha transumante. Foi a resistência de um grupo de homens – Jorge Cardoso, José Almirante, Júlio Santos e José Pardão – que conseguiu, durante os últimos anos, manter viva a rota da transumância da Estrela para o Montemuro.
A transumância era encarada por estes resistentes como um tempo de festa, um tempo de significação densa. 2000 foi o primeiro ano em que a rota da transumância não se realizou.
Situação igual repetiu-se em 2001.

Ficha Técnica:

Realização: Fernando Faria Paulino
Imagem: Fernando Faria Paulino
Montagem: Fernando Faria Paulino, Pedro Amorim e Pedro Guerra
Edição sonora: Pedro Amorim
Edição vídeo: Pedro Amorim e Pedro Guerra

Fernando Faria Paulino

Docente universitário e investigador no Instituto Superior da Maia e na Universidade Aberta de antropologia, semiótica visual, vídeo-documentário e fotografia. Investigador do LabAV – Laboratório de Antropologia Visual do CEMRI – Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais da Universidade Aberta e Investigador do CELCC – Centro de Estudos de Língua, Comunicação e Cultura. Áreas de investigação: antropologia, antropologia visual e antropologia da comunicação visual; semiótica visual e cultura visual; fotografia documental, filme documentário e multimédia / hipermédia; antropologia do turismo, turismo cultural, turismo e património cultural. Autor de diversos artigos científicos e realizador de documentários e produtos hipermédia de âmbito antropológico.

1 Comentários

Manuel Brito Gomez diz 28 de Janeiro de 2012:

amigo grande filmaciom .esta ea realidade da vida dos mais pobres.esto me recuerda cuando yo tiña sete anos me quedem sim pai y ala apro monte co gando .disculpa mais ja nao pozo seguir a falar poque inda bou chorar y nao quero ate ja amigo y novamente obrigado poro bom trabalho

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Visto 1785 vezes
Data: 27 de Outubro de 2011
Duração: 54 minutos

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