
O mundo de Artur foi repentinamente tomado de assalto por dois estranhos. Incapaz de reconhecer as duas figuras que se apresentam em frente dele, Artur encontra-se amarrado a sua própria cadeira. Uma situação delicada, onde a intensidade aumenta gradualmente até chegar ao ponto de ebulição. Uma história introspectiva que procura definir as limitações do homem.
Realização: Dany Houriouchi
Produção: Fábio Veríssimo
Argumento: Tiago Soares
Direcção de Som: Eliseu Maia, Roberto Reis
Direcção de Fotografia: Gil Alves, Jorge Silva
Um breve apontamento histórico: em 2003/04, no Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior, surge o curso de Cinema, a primeira licenciatura desta área numa universidade pública portuguesa. Em 2007/08, tem início o segundo ciclo/mestrado. Desde então, o Cinema na UBI aderiu à reforma de Bolonha, reinventou-se e aperfeiçoou-se. Cresceu: mais alunos, melhores equipamentos, mais professores, maior produção, melhor qualidade.
Os nossos objectivos fundamentais são: antes de mais, responder ao anseio de centenas de jovens que querem aprender Cinema e que na UBI encontram uma óptima oportunidade para o fazer; depois, criar uma identidade de escola, com três traços principais: liberdade, equidade, qualidade; por fim, lutar por um sólido prestígio no contexto do ensino do Cinema em Portugal. Para o conseguir, devemos: entender e atender cada exigência como o nosso desafio; acolher e estimular os alunos, a nossa matéria; apoiar e reconhecer a dedicação dos docentes, a nossa força.
Autonomia e exigência são dois princípios de que não abdicamos. Aos alunos garantimos toda a liberdade criativa possível – e isso constata-se na enorme diversidade de géneros e estilos das obras produzidas. Em troca, pedimos empenho – o que se nota no volume de produções. A nossa concepção pedagógica, científica e artística do cinema não podia ser mais simples: que a UBI seja um lugar para todos os cinemas – cosmopolita ou identitário, experimental ou pessoal, delirante ou contemplativo. Queremos que a diversidade contribua para a riqueza do cinema português – e, vale a pena ambicionar, para a sua consolidação e renovação. No fundo, desejamos que a UBI seja não só um espaço de aprendizagem, mas também de gratificação.
Na UBI, valorizamos a tradição e atentamos no futuro. Respeitamos a história do cinema e cultivamos a irreverência da juventude. Preservamos a experiência de cada docente e acolhemos as promessas das novas tecnologias. Sempre que podemos melhorar, não hesitamos em mudar. Produzimos tanto quanto podemos, para que cada aluno tenha a sua oportunidade: de acertar ou de errar.
Adoptamos, portanto, duas perspectivas: todos os cinemas e o cinema como um todo. Uma dimensão não pode dispensar outra: a teoria e a prática, a arte e a técnica são, cada uma a seu modo, imprescindíveis. A sua conciliação é incontornável. Por isso mesmo, procuramos adensar a cultura humanista dos nossos alunos, proporcionando- lhes uma formação vasta e abrangente. Por isso também, estimulamos o pensamento crítico e a capacidade de análise e de reflexão. De igual modo, propiciamos a depuração da sensibilidade artística. Por fim, tentamos que a competência técnica tenha uma intensa aprendizagem laboratorial. Os dois ciclos de estudo, um de iniciação e um de aprofundamento, procuram responder a estas exigências.
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Data: 13 de Dezembro de 2011
Duração: 17 minutos