Balaou
(2007)


Faz agora sete meses que a Blé, minha mãe, morreu.
Estou em frente do mar de São Miguel nos Açores, a terra da família distante.
Encontro a tia-avó Maria do Rosário, 91 anos, à procura do seu momento para partir.
Fala-me de Deus. À sua volta, os bebés nascem.
Todos passam pelo mar da ilha, negro, vulcânico.
É aqui que encontro a Florence e o Beru, um casal francês que todos os anos cruza o Atlântico no Balaou, um barco à vela.
Convidam-me a continuar a viagem com eles.
Mando fora o bilhete de avião e faço-me ao mar alto.
Dividido em três momentos e oito lições, BALAOU é uma viagem para aceitar o esquecimento das coisas.”

Ficha Técnica:

Com: Florence Beaufrère, Hubert Gidon (Beru) e Gonçalo Tocha
Banda-Sonora: Dídio Pestana
Pós-Produção Vídeo: Catherine Villeret
Grafismo, Animação: Sérgio Bernardo
Mistura de Som: André Neto 
Assistente Divulgação: Joana Morgado
Apoio: NuCiVo, AEFLUL, etic_
Escrita, Imagem, Montagem, Som: Gonçalo Tocha

Gonçalo Tocha

Nasceu em Lisboa em 1979, viveu entre o subúrbio de Sacavém e o mar da Costa de Caparica. Cineasta e Músico auto-didacta. Viajante e realizador de documentários auto-biográficos. Os seus filmes, extremamente pessoais, são o registo criativo de uma deriva pelo mundo, refletindo sobre os limites humanos e a morte. Como primeiro filme fez “By bye my blackbird”, um road-movie à procura do amor perdido, a convite do festival Mediawave 2006, na Hungria. Como estreia no cinema de longa-metragem fez “Balaou”, filme de homenagem à sua mãe, premiado no Indielisboa 2007 e considerado pela Variety um dos melhores 20 filmes europeus não estreados nos EUA em 2007. Realizou entretanto as curtas "A Febre Amarela" (Super8, 8´, 2008) no deserto da Mauritânia e "Cobra G8" (Hi8, 10´, 2008) a meias com Mário Gomes, durante o encontro G8 de 2007 em Heiligendam, Alemanha. Trabalhou enquanto músico com Pedro Sena Nunes entre 2004 e 2006 em dois dos seus documentários. Trabalhou com o colectivo Truta na instalação teatral “Terminal, da morte e do morrer” estreada em Janeiro de 2010 em Lisboa. Actualmente realiza um longo filme-diário sobre a ilha europeia mais longiqua , a Ilha do Corvo em co-produção com a RTP2 e o Canal Odisseia Espanha. Produz os seus próprios filmes. Foi criador e fundador em 1999 do NuCiVo (Núcleo de Cinema e Vídeo da Associação de Estudantes da Faculdade Letras Lisboa), onde exerceu actividade enquanto programador /produtor /realizador de cinema e vídeo na área do activismo político. Responsável pela formação intensiva em Vídeo Documental “Oficina do Olhar”, na Faculdade de Letras UL em 2004 e 2005. Desde 2001, Sócio e Membro da Direcção do ABC-CineClube Lisboa, onde desempenha actividade de programação e produção de ciclos de cinema. Tem carreira paralela como músico, compositor, cantor e recuperador de vinis antigos. Membro fundador dos “Lupanar”, banda de música urbana portuguesa, com álbum editado em 2006, cantor no duo ligeiro-romântico “Tochapestana”. Enquanto DJ é Rubi Tocha. Licenciatura com Pós-Graduação em Língua Cultura Portuguesa (2003). Docente de Português como Língua Estrangeira.

3 Comentários

Mário Cordeiro diz 9 de Agosto de 2010:

Foi delicioso poder rever o BALAOU. Vi-o a primeira vez nos Encontros de Cinema de Viana há alguns anos e ainda tenho a garrafa com a mensagem que o Gonçalo me deu! Um filme adorável que aconselho vivamente. Mais uma vez parabéns ao Gonçalo e à Ao Norte por nos permitir ver e rever documentários e trabalhos de escola desta forma. Uma excelente iniciativa de gente que trabalha arduamente e de forma profissional. Abraço de Mário Cordeiro.

Carla P. Meira diz 16 de Agosto de 2010:

Gostei mesmo muito. Louvo a coragem e a forma de resolver os problemas. Parabéns Gonçalo! Carla Meira

Margarida Colaço diz 15 de Outubro de 2011:

Ando há anos a querer rever o Balaou de que vi maravilhada uma parte, na TV2 numa emissão de 24 horas de Documentários e que nunca esqueci. Ciclicamente o venho procurando e hoje encontrei-o aqui e finalmente acabei agora de o rever. Obrigado ao Gonçalo Tocha e a todos quantos para ele trabalharam. Magnífico trabalho, e grande homenagem a uma mãe, Gonçalo. Em Gonçalo Gonçalves sente-se a mesma arte e o mesmo rigor. Arte e fraternidade é o que sinto em si. Bem haja. M. Colaço

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Informação

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Data: 16 de Junho de 2010
Duração: 1 hora e 17 minutos

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